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August 23, 2007

22 de agosto: Dia do folclore

Como seria o Saci se ele nao fosse uma FARSA!

Eu não venho falar da origem do “folc” ou do “lore”, muito menos venho para falar do acidente que deixou o Saci perneta.

Na minha opinião estas historinhas que inventaram são má influencia para as crianças. Imagine quantos pequeninos tomaram super doses de modafinil - as mais pobres tomaram café mesmo - para ficarem acordados até a vinda noturna do Santa Klaus. E, como agente sabe, NÃO (!), ele não veio.

Estas crianças, depois de tamanha decepção terão de fazer inúmeras seções de piscanálise, para poder neutralizar a nova percepção de mundo: mundo tirano, mentiroso.

O futuro destes moleques será decerto trágico. Fragilidade e desconfiança tornarão suas principais características deles.

Eles irão começar a atacar qualquer velhinho obeso, que esteja a caminho do supermercado para comprar seu Mach3; todo negro eleijado com boné vermelho será malferido; irão bombardear petroleiros da Petrobras, e jogar a família do Flipper dentro d’água.

Temos que evitar tal futuro, ensinar a verdade aos pimpolhos e como refutar estas lorotas.

Se este conhecimento fosse comum a mim nos tempos de criança, eu não teria de usar dentadura hoje. Fada do dente filha da p….!

August 18, 2007

Borracha

Borracha

Quando erramos logo recorremos a ela. Dela vem o reinício, a nova chance, quem em muito se assemelha a um “Eu te perdôo”.

Quem dera se a ventura da vida também nos proporcionasse a chance de acertar todos os erros cometidos por nós. Mas não. Somos chicoteados pelos Senhores de Engenho, como paga por cada grão de café que derrubamos sobre o chão.

A borracha tem várias formas, desde aquela de quatro ângulos de noventa graus, até as cilíndricas que imitam uma caneta.

Tendo a forma que for, ela continua a ser apenas borracha, e a apagar somente nossos erros ortográficos, que cometemos por causa das dormidas que dávamos durante aquela aula chata, lecionada por aquela professora chata, naquela escola chata.

August 9, 2007

A força do acaso

11 de setembro

Uma rosquinha, um telefonema, um engarrafamento. Quem diria que coisas tão simples poderiam evitar a morte de várias pessoas?

Para muitos - como os diabéticos - comer uma guloseima como a rosquinha, seria sinônimo de morte, mas para uma das pessoas que se salvaram de estar dentro do World Trade Center no dia 11 de setembro, este ato foi antônimo de morte, foi vida.

Alguns religiosos podem dizer que há a hora certa de cada pessoa se encontrar face a face com a morte, e que o fato de algumas pessoas não estarem dentro do (ex)maior prédio do mundo no momento do “tiro ao alvo do tio Osama” foi influenciado por Deus. Outros, céticos, com certeza seriam contra tal opinião, ficando no lado do time das coincidências, proferindo que isto ocorre a todo o momento.

Afinal, quem está certo? Aquele que escreve este texto não sabe.

Coincidência ou não, isto irá ocorrer outras vezes, como aqueles que não embarcaram no vôo 3054 da TAM e, como conseqüência puderam viver.

Quem sabe um dia nossas indagações sejam respondidas, um dia…

August 1, 2007

Tesoura em prosa

Tesoura

Cortar papel, plástico, pano ou outras coisas “finas” é a principal função da tesoura. Criada num sei quando, por num sei quem, em num sei onde.

Ela tem dois cabos ligados transversalmente por algo que aparenta um prego, e sempre tem nas pontas superiores destes cabos metálico dois suportes para mãos.

Quando fechada, após aberta, ela faz claqui, isto significa que o serviço tá pronto, o pano foi cortado, o papel separado ou o plástico dividido; claro que se ela não estiver “cega”.

Tem aqueles que a usam para aparar unhas, outros para cortar cabelos e outros até como arma branca, mas esta última realidade merece ser deixada no fundo de um poço, ou num poço sem fundo.

A vida de uma tesoura não deve ser fácil, viver embrenhada em unhas, cabelos, pentelhos, papéis, plásticos, panos. Mas como em tudo há o lado bom e ruim, a qualidade da vida duma tesoura depende de seu ambiente.

As de pano vivem entre estilistas e, eu prognostico que esta deva ser uma boa vida; já as de papel vivem ou numa papelaria ou num quarto escuro, onde é utilizada para dividir notas falsificadas impressas numa multifuncional qualquer. Uma vida meio que ilegal, mas emocionante; as de unhas, cabelos e pentelhos vivem junto ao homem, literalmente, passeando por seu corpo, eliminando os excessos de nós mesmos. Pense você se isto é bom ou ruim.

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