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April 29, 2008

Crianças espancadas, assassinadas, mortas. Violência doméstica.


criançasO título deste post é bem pesado, eu assumo. Mas ele não chega nem perto da realidade brasileira.

A violência doméstica no Brasil é algo assustador.

Não sei se você percebeu, mas de uns meses pra cá só o que se mostra na tv são casos de crianças que foram assassinadas, abusadas, exploradas e torturadas.

Você se lembra do caso da criança encontrada num córrego em Minas Gerais? E da menina goiana que era mantida como um judeu nas mãos dos Nazistas, por empresária? O sobrenome Nardoni lhe leva a pensar em algo?

O pior de tudo é que a maioria dos agressores são sempre os pais. Aqueles que tem no filho o próprio sangue.

Dados do disque-denúncia indicam que em 56 % dos casos de violência doméstica contra crianças e adolescentes vem das mães e 23% dos pais (os outros 21 % ficam por conta de outros parentes e até empregados).

E não pense que as denúncias relatam tapinha no bumbum ou relis beliscões. Nelas são denunciados casos de mães que queimam os filhos, os fazem ajoelhar no milho, os mantêm acorrentados, entre outros maus-tratos monstruosos que nos faz sentir vontade de agir como Lindomar, o SubZero brasileiro:

Não deixe de assistir

Veja uma versão Hollywoodiana da super voadora de Lindomar

No caso acima, o agressor era a babá da criança. Isto também é muito comum no Brasil, assim com o abuso sexual por parte de enteados.

Dicas para casos de Violência Doméstica:

Bem, veja este trecho de um ótimo artigo que fala como identificar a violência dentro de sua casa:

Como perceber a existência de violência?

Crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica costumam apresentar vários sintomas físicos e psicológicos associados, o que pode ser observado através de seu comportamento.

Assim é interessante estar atento a marcas na pele e fraturas, lembrando que podem ser decorrentes de violência, especialmente quando reiteradas. As marcas podem ser deixadas por queimaduras ou por algum objeto doméstico como cinto, ferro de passar roupas e cabides.

Além disso, a própria aparência da criança pode ser motivo para se suspeitar de violência doméstica, demonstrando falta de alimentação adequada (nem sempre decorrente da pobreza) e falta de asseio e higiene, por exemplo.

Pais que maltratam seus filhos, às vezes, são também negligentes em outros aspectos: impedindo-os de freqüentar a escola ou deixando de dispensar cuidados com a saúde da criança, que apresenta reiteradamente alguma moléstia, por exemplo.
A criança ou adolescente vítima de violência sofre freqüentemente fortes traumas e reage a eles de maneira diversa. Assim, alguns modificam seu comportamento regular, tornando-se tristes, agressivos, rebeldes, tensos ou infantis para sua idade. Às vezes, apresentam dificuldade em compreender os ensinamentos, recusam-se a participar das atividades propostas e faltam às aulas.

Por fim, vale ressaltar, aspectos referentes à sexualidade que por vezes se manifesta visivelmente incompatível com a faixa etária da criança. Também são verificados em alguns casos sintomas de doenças sexualmente transmissíveis, certamente decorrente de abuso sexual.

Muitas outras características são verificadas nessa crianças e adolescentes. O educador certamente perceberá, com a necessária lucidez, outras que aqui não forma mencionadas. Várias dessas evidências em conjunto levam à suspeita de violência, demandando especial cuidado por parte da equipe da escola.

Fonte: http://www.dhnet.org.br/dados/manuais/edh/br/democrac/violenc.htm

Agora veja como agir em caso de violência doméstica:

O que fazer diante de suspeitas ou de casos de violência?

Quando a criança ou o adolescente passa a apresentar várias características de maus tratos associadas, há que se levantar a hipótese de que esteja sofrendo agressões. Nesse caso, uma averiguação cuidadosa deve ser realizada. É conveniente que esse procedimento seja desenvolvido com a ajuda de outros profissionais, como psicólogos, médicos e advogados.

A comunicação às autoridades competentes é certamente uma medida essencial para o melhor encaminhamento do caso. Assim, devem tomar conhecimento do ocorrido o Conselho Tutelar da região, o promotor de justiça da infância e da juventude, o juiz da infância e da juventude, a autoridade policial, os órgão governamentais de assistência à criança e ao adolescente, como o SOS criança, e Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente se existentes na região.

Pronto. Agora você está munido de conhecimento para prevenir este tipo de problema em seu lar.

Em último caso, chame o Lindomar.

O Submarino tem aquilo que você DEsEjA:



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