Greves, “greviar”, ou não “greviar?”

Atualmente parece que as greves tomaram conta do país. Aqui na minha cidade, os professores estão com fogo no rego, e não vão parar tão cedo. E aquela coisa toda dos estudantes da USP também é algo de que não se pára de falar.
A questão é: a greve é necessária?
No caso dos estudantes da USP na minha opinião plausível, apesar de eu não conhecer muito bem qual o motivo de tal confusão. Pelo o que me foi lido, entendi que eles reivindicam melhorias na estrutura da universidade, e algumas outras coisas mais “políticas”, vamos assim dizer. E os alunos têm consciência de que estão se auto-prejudicando, atrasando seus estudos, porém, concordam com isso.
O real propósito de uma greve, manifestação, ou qualquer outra coisa que paralise alguma atividade dos grevistas e indiretamente a de outras pessoas, é chamar a atenção para algo de que outra forma a atenção não seria tão chamativa. Ser educado nessas horas não é muito cômodo quando se quer uma ação imediata.
No caso dos professores realizarem greve, é algo que precisa ser discutido, afinal os alunos não têm nada a ver com os problemas dos professores, quer dizer, aluno é um problema, mas vocês entenderam. Eles reivindicam salários melhores, e uma estrutura também melhor, e realmente é necessário. O professor é o profissional mais importante que existe, e nem remunerado adequadamente ele é. Mas a partir do ponto em que a educação do país já é uma porcaria, e eles fazem uma greve, paralisando o ensino, aí a educação de porca passa para depravável.
Apesar de eu não conhecer outra maneira de se exigir uma mudança rápida, acredito que as coisas não devem funcionar assim quando as pessoas prejudicadas pelo ato não estão de acordo.
Queria conhecer a opinião de alguns blogueiros sobre essa questão:
May 26th, 2007 at 6:59 am
Irei escrever hoje sobre a greve, nem mesmo tinha pensado muito no assunto.
May 26th, 2007 at 2:48 pm
Tenho acompanhado um pouco do que se fala ‘por aí’, do que ocorre ‘por aqui’. Devo advertir que uma ínfima parcela é verdadeira.
Posso gastar algumas linhas para resumir o que se está querendo, mas será muito cansativo de ler.
O fato é, a greve foi o último recurso para demonstrar a insatisfação. Os decretos datam do começo de janeiro, e a greve formou-se agora. Durante todo este tempo foi cobrada uma atitude dos nossos professores e em especial uma posição da reitora sobre estes decretos. Em uma reunião com os alunos marcada para o começo de Maio a mesma não apareceu e tampouco deixou representantes. A isto credita-se o movimento de ocupação da reitoria (que diga-se de passagem, nao tem nada a ver com que está sendo mostrado na mídia, já que lá eles estão bem organizados, divididos em comissões responsáveis por alimentação, comunicação, segurança, limpeza e etc; tampouco estão estocando gasolina, como maliciosamente foi divulgado), pois os estudantes que lá estavam ficaram indignados.
Acredito que se não fosse a greve, não teria se tornado de conhecimento geral os problemas que aqui temos (ainda assim há muitas pessoas desinformadas e até mesmo professores que dizem que “o movimento não passa de um bando de rebeldes que esqueceram de trocar as fraldas”). Ela se tornou necessária.
Sou contra greves, mas neste caso não havia outra solução.